PF prende Daniel Vorcaro e descobre grupo de vigilância e intimidação chamado ‘A Turma’

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, em São Paulo. A Polícia Federal (PF) constatou a existência de um grupo chamado de “A Turma”, com uma estrutura para monitorar e intimidar críticos ao conglomerado financeiro.

A investigação aponta que o grupo foi dividido em quatro núcleos de atuação, um deles dedicado a monitorar ilegalmente adversários, jornalistas e autoridades. A estrutura teria como objetivo obter informações sigilosas e intimidar críticos do Banco Master.

Segundo a PF, duas pessoas foram identificadas como integrantes de “A Turma”: Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão”. As investigações indicam que Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, é apontado como líder da “Turma”, responsável por coordenar o monitoramento e a obtenção de informações sigilosas.

Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, por sua vez, teria coordenado a obtenção de informações, o monitoramento de pessoas e o levantamento de dados relevantes para os interesses do grupo. Ele teria acesso indevido a sistemas restritos, obtendo informações de órgãos públicos, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Além disso, o investigado atuou na remoção de conteúdos e perfis em plataformas, além de intimidar antigos funcionários do Banco Master.

A PF também identificou Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, como responsáveis pelo financiamento e operacionalização dos pagamentos ao grupo liderado por Vorcaro.

A defesa de Daniel Vorcaro negou as acusações e afirmou que confia no esclarecimento dos fatos, reiterando sua confiança no devido processo legal. Outros alvos da operação foram Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, e Leonardo Augusto Furtado Palhares, que tiveram medidas de monitoramento aplicadas.

““A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.””

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