Três homens foram presos em flagrante pela Polícia Federal em Belém após o saque suspeito de R$ 500 mil em uma agência do Banco do Brasil, localizada na av. Conselheiro Furtado, no bairro de Batista Campos. A ação ocorreu por volta das 15h30 de segunda-feira (16).
As investigações indicam que o saque está relacionado a possíveis práticas de lavagem de dinheiro, ligadas a contratos no valor de R$ 3,8 milhões com a Fundação Cultural do Pará (FCP). Durante a abordagem, houve troca de tiros entre os suspeitos e os agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), mas não houve feridos.
Os policiais apreenderam uma mochila contendo o dinheiro, uma pistola, cinco celulares e um veículo Land Rover. O caso está sob sigilo de justiça e perícias foram solicitadas. Um relatório da PF detalha uma rede de ‘laranjas’, ocultação patrimonial e possível corrupção envolvendo um servidor público da Casa Civil.
O homem identificado como Ronnaldy Rian Moreira Gomes foi o responsável pelo saque, que foi justificado como ‘pagamentos a bandas e fornecedores’, o que não condiz com a renda declarada e a atividade da empresa Solucione Produções Comércio de Livros e Serviços Ltda.
Ronnaldy, que é apontado como ‘laranja’ de Felipe Linhares Paes, recebeu R$ 3.000 para figurar como sócio da empresa. Felipe, um empresário, teve seu veículo e empresa ocultados por meio de laranjas. Michel Silva Ribeiro, um jornalista com cargo comissionado na Casa Civil do Pará, também foi preso e alegou estar em uma ‘reunião casual’ no momento do saque.
As investigações foram baseadas em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou que a empresa Solucione recebeu valores de investigados por tráfico e lavagem de dinheiro. Os crimes em investigação incluem lavagem de dinheiro, associação criminosa, corrupção, resistência e porte ilegal de arma.
Os presos foram levados para a Central de Triagem Masculina da Marambaia e realizaram exames de corpo de delito no IML. O relatório da PF foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), à Justiça e à Defensoria Pública.


