Polícia Civil busca celulares de réus por estupro coletivo em Copacabana

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil vai solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos quatro réus pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

Após a decretação da prisão preventiva dos jovens, mandados de busca e apreensão dos dispositivos eletrônicos foram emitidos pelo Ministério Público. No entanto, policiais não encontraram telefones ou computadores nas residências dos acusados.

Os suspeitos se entregaram na delegacia sem os smartphones e não quiseram se pronunciar. O grupo de amigos apontado como autor do crime é composto por cinco homens: João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, e um menor de idade, suposto ex-namorado da vítima, cuja identidade não foi revelada.

Todos os réus vão responder por estupro coletivo qualificado e cárcere privado, exceto o adolescente, que terá seu caso analisado pela Vara de Infância e Adolescência. Vitor Hugo é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, 4 de março. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Segundo a defesa do jovem, ele confirma que esteve no apartamento, mas nega ter participado do crime sexual. Em meio à repercussão do caso, a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastaram dois dos jovens acusados: o menor de idade e Vitor Hugo.

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe, enquanto o Serrano Football Club afastou João Gabriel e rompeu o contrato com o atleta.

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