Polícia Civil descarta suicídio na morte da PM Gisele Alves Santana

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil de São Paulo afastou a hipótese de suicídio na investigação da morte da policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Neto.

O Inquérito Policial foi concluído em 17 de março, e o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. As investigações indicam que ele alterou o local da ocorrência. Na manhã de 18 de março, Geraldo Leite foi preso em sua residência em São José dos Campos (SP).

“A investigação constatou inconsistências significativas quanto à conduta de Geraldo, após o disparo da arma até a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade da sua versão”, afirmou o Secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, durante coletiva de imprensa.

““As provas periciais médico-legais analisadas pela polícia técnico-científica indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio. Além de apontar indícios de alteração do local do crime”, acrescentou.”

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Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele revelaram lesões contundentes na face e na região cervical. Essas lesões são compatíveis com pressão digital e escoriação causada por unha. O último laudo foi datado de 7 de março, um dia após a exumação do corpo da vítima. Já no laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, um dia após a morte da policial, foram registradas lesões na face e no pescoço na lateral direita.

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