A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu o vereador Salvino Oliveira, do PSD, sob a acusação de ser o braço do Comando Vermelho (CV). A prisão foi baseada em três indícios de crime, dos quais dois estão relacionados ao fato de ele ter nascido em uma favela e se autodenominar representante das comunidades.
A única prova que não se relaciona à sua origem é uma ligação telefônica, da qual Salvino não participa, em que chefes de facção discutem uma autorização para que ele faça campanha em áreas dominadas pelo crime. A prisão solicitada pela Polícia Civil recebeu apoio do Ministério Público e foi autorizada pela Justiça.
O primeiro indício apresentado pela polícia é a autodeclaração de Salvino como “cria da Cidade de Deus”. Embora ele tenha nascido na Cidade de Deus, a polícia argumenta que essa autodeclaração é relevante quando contextualizada com o histórico da região. A polícia afirma que ele realiza campanha na comunidade Gardênia Azul, que foi dominada pelo Comando Vermelho após a expulsão de milicianos.
O segundo indício é a atuação de Salvino como relator da Comissão Especial na Câmara de Vereadores, que discute políticas públicas para favelas. A polícia considera isso um indício de crime, pois ele estaria ampliando sua projeção política em territórios sob domínio de organizações criminosas.
O terceiro indício envolve troca de mensagens pelo WhatsApp, onde dois traficantes discutem a autorização para que Salvino faça campanha na Gardênia. Embora o vereador não participe das conversas, a polícia alega que, após a ligação, ele começou a frequentar a Gardênia.

