A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para investigar um possível crime contra a dignidade sexual de uma adolescente de 13 anos em Coração de Jesus. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 16 de março.
A família da garota procurou a Polícia Militar, alegando que ela foi abusada sexualmente por três homens, sendo dois de 19 anos e um de 15 anos. O abuso resultou em uma gravidez.
Segundo relatos à PM, em janeiro, a adolescente foi a uma festa na comunidade de Mocambo com uma amiga. Durante o evento, ela foi abordada pelo adolescente de 15 anos e pelos dois homens de 19 anos, que já eram conhecidos dela, pois ela teria se relacionado anteriormente com um deles. Os três teriam levado a garota para um matagal, onde os abusos ocorreram.
O adolescente de 15 anos teria ameaçado a vítima, afirmando que, se ela havia ficado com um deles, deveria ficar com todos. O Código Penal brasileiro estabelece que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável.
A avó da menina, que a cria, relatou que a garota só contou sobre o abuso após ser questionada pelo pai. Ela afirmou: “Eles comentaram na rua, falando com todo mundo. O pai dela ficou sabendo, me ligou e mandou passar o telefone para perguntar se era verdade. Ela falou que era verdade, que eles tinham abusado dela.”
A avó também mencionou que a neta estava com a menstruação atrasada, o que a levou a levá-la ao hospital. A médica confirmou a gravidez e orientou que a Polícia Militar fosse acionada. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 5 de março.
A avó pediu justiça, afirmando: “Nós pedimos justiça e queremos eles atrás das grades para que não venha a acontecer mais isso lá, porque temos mais menininhas do mesmo porte dela.”
A PCMG informou que o inquérito foi instaurado após o relato da família à PM e que diversas providências foram adotadas, incluindo a oitiva da responsável legal e testemunhas, além da escuta especializada da vítima. A polícia também intimou os investigados e testemunhas, incluindo uma adolescente que poderia ter sido vítima dos mesmos fatos.
A investigação tramita em segredo de Justiça para garantir a proteção das vítimas envolvidas. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.


