A cúpula da Petrobras expressa preocupação com a possibilidade de uma greve de caminhoneiros. Uma fonte da companhia afirmou: “Eles não aceitam sequer o aumento reduzido de 38 centavos anunciado”.
No último sábado, 14, a petrolífera elevou o preço do diesel devido à defasagem entre os preços doméstico e internacional, que aumentou em decorrência da guerra no Irã. O reajuste, no entanto, foi diminuído por conta das medidas do governo federal para baratear o combustível, incluindo uma isenção de impostos.
Os importadores privados de petróleo consideram as ações do governo insuficientes para conter o efeito inflacionário. Além disso, eles enfrentam a competição com o preço artificialmente baixo definido pela Petrobras, o que resulta em uma redução das importações e pode levar a problemas de abastecimento, conforme apontado por um membro da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
A situação complexa e a ameaça de greve dos caminhoneiros geram temor na estatal. A fonte da Petrobras alertou: “Podemos ter problemas críticos”.


