O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, repudiou atos de vandalismo e violência após protestos em Cuba, que enfrenta uma grave crise energética. A declaração foi feita em publicação na rede social X, onde o presidente afirmou que compreende o sofrimento da população devido aos cortes de energia e classificou as reclamações como ‘legítimas’.
A manifestação ocorreu na madrugada de sábado, 14 de março de 2026, em Morón, no centro de Cuba, quando manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista. Vídeos nas redes sociais mostraram um incêndio no local e pessoas atirando pedras nas janelas, enquanto gritavam ‘liberdade’.
Nos últimos dias, pequenos grupos de moradores de Havana têm realizado protestos conhecidos como ‘cacerolazos’, batendo panelas em resposta aos prolongados apagões. Esses protestos são uma rara demonstração pública de dissidência em Cuba.
A situação econômica da ilha tem sido agravada por medidas do governo dos Estados Unidos, que cortou as exportações de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou tarifas a países que vendem petróleo à ilha. Isso aumenta a pressão sobre uma economia já marcada por escassez de alimentos, combustíveis, eletricidade e medicamentos.
Embora a Constituição de 2019 garanta o direito de manifestação, uma lei que detalha esse direito ainda não foi aprovada, deixando os cidadãos que protestam em um limbo jurídico.


