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Presidente do Palmeiras não comparece à CPMI do INSS devido a evento de premiação

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, informou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que não comparecerá ao depoimento agendado para esta segunda-feira (9). A justificativa é um evento de premiação pelo título de campeão paulista conquistado pelo Palmeiras no domingo (8).

De acordo com a defesa de Leila Pereira, o compromisso é institucional e sua presença é indispensável, uma vez que ela é a presidente da equipe campeã da edição de 2026 do Campeonato Paulista de Futebol. A carta enviada pelo advogado Eduardo Borges Espínola Araújo menciona que a Federação Paulista de Futebol (FPF) realizará uma cerimônia de encerramento na noite desta segunda.

Além disso, a defesa informou que Leila Pereira estará fora do país entre os dias 10 e 25 de março. A CPMI está prevista para funcionar até o dia 28 de março, com a última sessão marcada para o dia 26. Apesar da ausência, Leila Pereira afirmou que está “à disposição” da CPMI para prestar esclarecimentos, caso a comissão deseje.

A sessão de hoje também previa a participação do CEO do Banco C6, Artur Azevedo, que também anunciou que não compareceria. Ambos os ausentes justificaram suas faltas com base na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu a votação em bloco de requerimentos que aprovaram quebras de sigilo e convocações.

A defesa de Leila Pereira argumentou que, devido à decisão do ministro, a convocação não reúne as condições de validade necessárias para impor o comparecimento. Tanto Pereira quanto Azevedo deixaram em aberto a possibilidade de comparecer à CPMI caso novos requerimentos sejam aprovados individualmente.

O requerimento para ouvir Leila Pereira foi apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) e se baseava em informações do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que indicou que a Crefisa assumiu um papel central na operação de pagamento de novos benefícios, mas passou a ser alvo de medidas restritivas pelo órgão. O relator destacou que a convocação é uma “medida necessária” para esclarecer o conhecimento da alta administração da Crefisa sobre irregularidades relatadas por beneficiários.

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