Uma jovem denunciou à polícia um abuso que sofreu quando tinha 17 anos, envolvendo Victor Hugo Oliveira Simonin, preso pelo estupro coletivo de Copacabana. O relato foi feito pela primeira vez após a jovem completar a maioridade.
O incidente ocorreu durante uma festa, onde os dois estavam se beijando. A vítima afirmou que Victor tentou forçá-la a praticar sexo oral. Ela declarou: “Ele pediu para eu fazer sexo oral nele. Eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali.” Mesmo com a recusa, o agressor insistiu e começou a empurrar sua cabeça para baixo.
A situação se agravou quando a jovem perdeu o equilíbrio e caiu. “Ele começou a forçar o sexo oral nele. Ele continuava forçando minha cabeça”, relatou. A vítima conseguiu se levantar apenas quando um segurança apareceu. “Eu falei: ‘tá’, realmente aquilo ali foi um estupro e eu preciso realmente falar sobre isso”, contou.
Após o abuso, a jovem recebeu mensagens do menor apreendido convidando-a para um apartamento. Ela afirmou que nunca foi à casa de nenhum dos envolvidos e que chorou não apenas pelo que aconteceu, mas pelo que poderia ter acontecido.
A vítima criticou a omissão do Colégio Pedro II, onde Victor estudava. “Eu sei que o colégio já sabia que eles não eram pessoas muito boas, porque já tiveram inúmeras suspensões, advertências, afastamento, troca de turno”, disse.
O Colégio Pedro II informou que acolhe todas as denúncias e adota as medidas cabíveis. Sobre o estupro coletivo, a instituição afirmou que abriu um processo disciplinar que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos.
O estupro coletivo em Copacabana ocorreu em 31 de janeiro de 2024, quando uma adolescente de 17 anos foi atraída para um apartamento e trancada no quarto, onde foi agredida por quatro adultos e um menor. Após o ataque, a vítima voltou para casa em estado de choque, levando a família a registrar a denúncia que resultou na prisão dos suspeitos.
Quatro maiores de idade se entregaram e foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto o menor foi apreendido e levado ao Degase. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar a inocência no decorrer do processo.


