Professor da Unicamp é demitido por assédio sexual; outro caso é investigado

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Unicamp demitiu um professor do Colégio Técnico de Limeira (Cotil) por assédio sexual contra uma aluna menor de idade. A informação foi confirmada pela Comissão Processante Permanente (CPP) da universidade, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O processo administrativo foi instaurado em 2025 e concluído no início de 2026, resultando na demissão do docente. Claudia de Souza Alface, presidente Administrativa do Núcleo Disciplinar da Unicamp, afirmou que a medida foi aplicada em razão da “gravidade dos fatos e da necessidade de preservação da segurança e do bem-estar da aluna”.

Este caso é um dos três processos administrativos instaurados na Unicamp envolvendo assédio sexual de docentes contra estudantes nos últimos dez anos. Há outro processo em andamento que envolve uma aluna menor de idade.

A Unicamp também realizou um levantamento sobre processos de assédio de docentes contra estudantes. Além do caso mencionado, foram registrados outros dois processos: em 2018, um professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) foi suspenso por 90 dias após ser acusado de constranger estudantes; em 2024, um docente do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) está sendo investigado por assédio sexual contra uma aluna menor de 18 anos.

O Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS) da Unicamp oferece acolhimento a vítimas de assédio sexual. Criado em 2019, o SAVS tem como objetivo orientar as vítimas sobre seus direitos e encaminhar denúncias à Reitoria. O serviço também promove rodas de conversa e campanhas educativas sobre o tema.

Casos envolvendo estudantes menores de idade seguem regras específicas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nesses casos, a comunicação com a família e, se necessário, com o Conselho Tutelar, é obrigatória. A equipe de assistência social pode atuar diretamente nos colégios técnicos para acompanhar os casos.

Tânia Marin Vichi Freire de Mello, diretora do Serviço de Assistência Psicológica e Psiquiátrica ao Estudante (SAPPE), destacou a importância das denúncias internas para que a universidade tome providências e evite a repetição de situações de violência. O SAVS atende a toda a comunidade acadêmica, incluindo professores e funcionários, e funciona de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 17h30.

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