O diretório regional do Partido Social Democrático (PSD) no Rio de Janeiro anunciou que irá apresentar uma representação criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. O partido alega que há indícios de uso do aparato policial para perseguir adversários políticos.
A decisão do PSD ocorre um dia após a prisão do vereador Salvino Oliveira, ex-secretário da prefeitura do Rio, durante a Operação Contenção Red Legacy. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de ter negociado com um traficante conhecido como Doca para obter autorização para fazer campanha eleitoral em uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho.
A Polícia Civil informou que a investigação que levou à prisão de Salvino Oliveira começou em outubro de 2024 e foi conduzida com base em provas técnicas, sem motivação política. O partido também pretende acionar o Ministério Público do Rio (MPRJ) para investigar possíveis práticas de improbidade administrativa.
O PSD, que é o partido do prefeito Eduardo Paes, alega ter indícios de abuso de poder, prevaricação e crimes eleitorais. Entre os pedidos que serão apresentados está o eventual afastamento cautelar do governador e do secretário, se necessário, para evitar interferência no processo eleitoral.
A prisão de Salvino Oliveira e de um ex-secretário do governo estadual intensificou o embate político entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, que têm trocado críticas nas redes sociais sobre gestão pública.
O deputado federal Pedro Paulo Carvalho, um dos dirigentes do PSD, afirmou que o partido buscará audiência com autoridades em Brasília, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
““Estamos diante de uma máfia que instrumentaliza a polícia para fazer perseguição e covardia contra os desafetos políticos e, por isso, vamos às últimas consequências”, disse o deputado.”
A Polícia Civil reiterou que a investigação foi conduzida com rigor técnico e seriedade, e que a operação resultou na prisão de seis policiais militares, incluindo dois oficiais. A corporação destacou que não escolhe alvos por posição política e que atua conforme a lei.
““A operação que resultou na prisão do vereador foi legal e legítima, baseada em provas técnicas”, afirmou a Polícia Civil.”


