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Entretenimento

Ratinho se pronuncia após ser processado por fala sobre Erika Hilton

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 17:08
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O apresentador Ratinho se pronunciou nas redes sociais na sexta-feira (13), após ser processado pela deputada federal Erika Hilton, 33, por declarações feitas durante seu programa ao vivo na quarta-feira (11).

Em sua defesa, Ratinho afirmou: “Defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”.

Durante o “Programa do Ratinho”, o apresentador comentou sobre a eleição de Erika Hilton à presidência da Comissão da Mulher na Câmara, dizendo que a deputada “não é mulher”. Isso gerou reações negativas nas redes sociais, com internautas acusando-o de transfobia.

Ratinho declarou: “Não achei isso justo. Tantas mulheres, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres… mulher mesmo”. Ele ainda acrescentou: “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.

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Em resposta, Erika Hilton anunciou que entrou com um processo contra Ratinho. Ela comentou: “Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim”.

Na quinta-feira (12), a deputada pediu ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP (Ministério Público de São Paulo) que investigasse o apresentador.

O doutor em Direito, Yuri Carneiro Coelho, especialista em Direito Penal, explicou que “A injúria homofóbica ou transfóbica se caracteriza pela utilização de palavras, escritos ou gestos preconceituosos que ofendem a honra subjetiva do ofendido, independente de sua orientação sexual, tendo sido este o entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça)”. Coelho acrescentou que, no caso de Ratinho, a pena pode chegar a cinco anos, podendo ser cumprida em regime aberto ou substituída por penas restritivas de direitos.

TAGGED:EntretenimentoErika HiltonMPSPRatinhoSBTSTJtransfobiaYuri Carneiro Coelho
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