Seis policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de tortura, ocorrido em Anápolis, na região central do estado. A denúncia foi aceita no dia 13 de março de 2026 e se refere a um caso que aconteceu em setembro de 2020.
De acordo com a denúncia, os PMs teriam torturado a vítima para obter informações. Os policiais envolvidos são: subtenente Luis Carlos Pereira da Silva, subtenente Fernando Emílio Silva Pereira, 1º sargento Victor Lemes Vaz da Costa, cabo Gustavo Dutra Monteiro, cabo Paulo Sérgio Santana Albernaz e soldado Pablo Gabriel Pereira Dias. Além da tortura, os militares também ameaçaram o homem e invadiram sua casa sem uma ordem judicial.
A denúncia relata que, durante a agressão, a camisa da vítima se rasgou e os policiais entraram na residência para forçá-lo a trocar de roupa, com a intenção de ocultar os vestígios da violência. O MP observou que a Polícia Militar emitiu um relatório que concluiu que apenas Paulo Sérgio teria praticado o crime de lesão corporal, o que a promotoria considerou uma tentativa de excluir os demais envolvidos.
O MP também analisou o Relatório Policial de Deslocamento de Viatura, que utilizou dados do GPS e registros de operações, mostrando que a rota da viatura é compatível com a versão da vítima e incompatível com a apresentada pelos policiais.
A Justiça impôs medidas cautelares aos militares, incluindo a proibição de manter contato ou se aproximar da vítima, de forma física ou virtual, além de familiares e testemunhas do caso. A denúncia por tortura e abuso de autoridade foi aceita pela juíza Flávia Morais Nagato.
A Polícia Militar de Goiás divulgou uma nota informando que, na época dos fatos, adotou todas as providências administrativas necessárias para apurar o ocorrido, em conformidade com a legislação vigente. A PMGO reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, não tolerando desvios de conduta e colaborando com o Poder Judiciário para o esclarecimento do caso.


