O Senado aprovou nesta terça-feira (10) um projeto que cria 17 mil cargos no Executivo federal. O impacto no Orçamento de 2026 é superior a R$ 5 bilhões.
Os senadores aprovaram o texto enviado pela Câmara dos Deputados sem alterações. Serão 16 mil novos cargos no Ministério da Educação e 1,5 mil no Ministério da Gestão.
O projeto estabelece a carreira de analista técnico do Poder Executivo, que visa unificar as carreiras e simplificar a gestão. Além disso, transforma cargos de nível superior e médio do Ministério da Cultura em analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo, e reajusta a remuneração para os cargos de médico e médico veterinário da área de educação.
O projeto também aumenta os salários das carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e de Auditoria Fiscal do Trabalho. A votação foi simbólica, sem registro individual de cada senador. A ministra da Gestão, Esther Dweck, estava presente no Senado durante a votação.
““O projeto beneficia 270 mil servidores”, afirmou o relator Randolfe Rodrigues, do PT, ao defender a proposta.”
O impacto total em 2026 está previsto em R$ 5,3 bilhões. O texto agora segue para a sanção do presidente Lula.
O economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Leal de Barros, criticou o projeto, afirmando que a criação de cargos e reajustes contraria a proposta de reforma administrativa que está parada no Congresso.
““O impacto nas contas públicas é muito forte, é bilionário. São mais de R$ 5 bilhões. E, na verdade, é contra uma reforma administrativa”, disse Leal de Barros.”


