Um grupo de seis senadores democratas se manifestou contra a possibilidade de as Forças Armadas dos Estados Unidos estarem envolvidas em um ataque a uma escola no Irã. O incidente, ocorrido em 28 de fevereiro, teria resultado na morte de pelo menos 168 crianças, de acordo com informações da imprensa estatal iraniana.
Os senadores Brian Schatz, Patty Murray, Jeanne Shaheen, Jack Reed, Mark Warner e Chris Coons divulgaram uma nota conjunta solicitando que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, preste esclarecimentos diretos ao Congresso e ao público americano. Eles afirmaram que análises independentes indicam de forma crível que o bombardeio pode ter sido realizado por forças dos EUA, o que representaria um dos casos mais graves de baixas civis em décadas de atuação militar no Oriente Médio.
Embora o Pentágono tenha afirmado que o caso está sob investigação, o presidente Donald Trump declarou publicamente que a ação foi realizada pelo próprio Irã. Essa afirmação diverge de levantamentos feitos por especialistas e veículos de imprensa que sugerem a responsabilidade militar norte-americana. Registros em vídeo que circularam recentemente mostram o que parece ser um ataque aéreo dos EUA contra uma base naval da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) adjacente à escola atingida.
O episódio amplia a tensão em uma região onde governos têm endurecido o controle sobre a informação. Recentemente, o Catar prendeu 313 pessoas sob acusação de uso indevido de redes sociais e disseminação de “rumores” sobre a situação atual. Paralelamente, o governo do Irã emitiu ameaças de confisco de bens e pena de morte contra cidadãos que vivem no exterior e que cooperem com governos considerados hostis, como os Estados Unidos e Israel.
Os senadores enfatizaram que os militares americanos devem seguir regulamentações estritas de profissionalismo e que o episódio exige uma revisão imparcial para determinar as circunstâncias da tragédia.

