Profissionais da Educação de Rio Branco realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (10) em frente à Prefeitura da capital acreana. O ato foi motivado pela cobrança de reajuste salarial referente aos últimos três anos, com a aplicação do piso que foi estendido em 15,29%.
Os manifestantes também exigem a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), além do cumprimento da hora-atividade e da lei que reconhece os profissionais da Educação como professores. Reginaldo Barreto, diretor de informação e imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), informou que a categoria já conversou com o secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, que repassou que uma proposta de reajuste foi enviada ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
“‘Nós viemos para essa manifestação com o intuito de fazer com que o prefeito se sensibilize em nos pagar nossos retroativos de três anos. Nós estamos há três anos sem nenhuma reposição inflacionária.'”
A proposta de reajuste, segundo Reginaldo, foi elaborada com base em “sobras” de recursos da educação do ano anterior. Até o momento, não houve resposta da prefeitura sobre os recursos ou a proposta. Ele também destacou que a regulamentação da hora-atividade é uma das pautas importantes, pois a prefeitura não respeita esse direito.
“‘Os profissionais têm metade dos seus direitos para fazer formação, capacitação e planejamento engolidos dentro da escola, porque a hora-atividade não é respeitada.'”
Entre as reivindicações do Sinteac estão: reajuste referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, com aplicação do piso do magistério estendido aos funcionários (15,29%); reformulação do PCCR; cumprimento da hora-atividade e da lei que insere os profissionais da Educação Infantil como professores; e outras pautas fundamentais para a valorização dos trabalhadores em Educação.
Reginaldo afirmou que a manifestação visa sensibilizar a prefeitura para atender as demandas da categoria. ‘Nós não estamos pedindo nada de impossível, só estamos pedindo que ele respeite a lei do Fundeb e atenda as reivindicações da categoria.’
Os profissionais esperam que os reajustes e aumentos sigam o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que aumenta anualmente, mas não é atendido em Rio Branco. Com a volta às aulas prevista para esta terça-feira (10), algumas escolas decidiram parar integralmente, enquanto outras não aderiram totalmente, mas membros dessas instituições também se reuniram na manifestação.


