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SUS adota doxiciclina para prevenção de sífilis e clamídia

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o antibiótico será utilizado como medida preventiva em casos de exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Uma portaria publicada no Diário Oficial da União estabelece que a doxiciclina 100 mg será utilizada como profilaxia pós-exposição na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, como clamídia e sífilis, na população.

A ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). As áreas técnicas têm um prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.

O ministério ressalta que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável, causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios: primária, secundária, latente e terciária. A transmissão ocorre por meio de relações sexuais (oral, vaginal ou anal), especialmente quando há contato com lesões, sem preservativo, e também por transmissão vertical, da gestante para o bebê durante a gestação ou no parto.

A clamídia, por sua vez, é uma infecção que, na maioria das vezes, causa infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Segundo a pasta, a infecção pode atingir homens e mulheres com vida sexual ativa. A clamídia é transmitida por contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita, quando a infecção é passada da mãe para o bebê durante a gestação.

A infecção não é transmitida por transfusão sanguínea, mas, caso a pessoa infectada deseje doar sangue, deve informar ao profissional de saúde sobre a presença da infecção.

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