O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que Washington está em uma situação “muito boa” na guerra contra o Irã e que os Estados Unidos “iriam analisar com muita atenção a situação no Estreito de Ormuz”.
A guerra tem impactado os mercados globais. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que bloquearia os embarques de petróleo do Golfo Pérsico, a menos que os ataques dos EUA e de Israel cessem. “Estamos simplesmente dominando aquele país, e agora vamos analisar com muita atenção a situação no Estreito de Ormuz. O Estreito está em ótimas condições”, disse Trump a repórteres.
Em declarações à CBS News no início da semana, Trump mencionou que estava “pensando em tomá-lo”. Durante um discurso em Hebron, Kentucky, Trump afirmou que venceu a guerra, mas que os EUA permanecerão na luta para concluir o trabalho. “Deixe-me dizer que vencemos. Sabe, nunca é bom dizer que vencemos muito cedo. Nós vencemos. Vencemos, na primeira hora já tinha acabado, mas vencemos”, declarou o presidente americano.
Trump também afirmou que o exército americano destruiu 58 navios da marinha iraniana. O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os EUA e Israel matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que têm como alvo apenas interesses dos EUA e de Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou o território israelense em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.
Centenas de pessoas morreram no Líbano desde então. Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


