A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros de empreiteiras a penas que chegam a 14 anos e sete meses de prisão. A decisão, proferida pela 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, trata de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Petrobras entre 2004 e 2014.
A condenação decorre de uma ação remanescente da extinta Operação Lava Jato, que investigou um cartel de empreiteiras e a distribuição de propinas a ex-diretores da petrolífera e políticos. A Petrobras participou do processo como assistente da acusação.
O juiz Guilherme Roman Borges acolheu a denúncia do Ministério Público Federal, que envolvia ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e operadores financeiros. Os sentenciados receberam penas variadas, com os mais severos atingindo 14 anos e 7 meses de reclusão.
Um dos condenados foi sentenciado a 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão em regime fechado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Outros receberam penas em regime semiaberto, conforme detalhado na sentença de 107 páginas. Os empresários condenados têm direito a recurso.


