O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou nesta quinta-feira (12) que os efeitos da guerra entre EUA e Irã já são visíveis e que o risco de expansão ainda persiste.
“Não deve haver questionamento à integridade territorial do Irã, nem perseguição à mudança de regime”, disse Fidan em coletiva de imprensa. “Concordamos que a guerra deve parar imediatamente. Seu impacto nos mercados internacionais já é claro, assim como suas consequências na região. O risco de expansão ainda persiste. Essa guerra precisa acabar o quanto antes, tanto em termos de propagação geográfica quanto da extensão de seus efeitos. A região precisa voltar à normalidade”, alertou.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do Irã, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


