O governo federal divulgou na segunda-feira (6) a atualização da chamada ‘lista suja’ de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Dois nomes de Roraima, Francisca Rodrigues de Moura e Disney Barreto Mesquita, foram excluídos da lista, que agora mantém 14 nomes do estado.
A ‘lista suja’ é um documento público que é atualizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, com o objetivo de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo no combate ao trabalho escravo.
Os empregadores de Roraima que permanecem na lista incluem: Dalva da Rocha Viana (três trabalhadores), Maria de Jesus Silva Lima (um trabalhador), Thaliny Nascimento Andrade (dois trabalhadores), Wanderleia Pereira de Lima Raposo (dois trabalhadores), Crislane dos Santos Correia (quatro trabalhadores), Roraima Verde Indústria e Comércio de Madeiras LTDA (dois trabalhadores), M. Albert G. Ferreira LTDA (quatro trabalhadores), Loteamento Jockey Club SPE LTDA (um trabalhador), José Fábio Martins Da Silva (um trabalhador), Jockey Club Roraimense (um trabalhador), Jesus Ramon Leonett Leonett (dois trabalhadores), Ferrari Construções Serviços LTDA (doze trabalhadores), Invicta Comércio e Empreendimento Eireli (sete trabalhadores) e Ernani Luiz Schuck (quatro trabalhadores).
Entre os nomes que continuam na nova ‘lista suja’ está Thaliny Nascimento Andrade, conhecida como “Paloma”, de 22 anos. Ela e o marido, Francisco Félix de Lima, de 48 anos, foram alvos da Polícia Federal por exploração sexual de meninas e mulheres em garimpos na Terra Indígena Yanomami, sendo presos no dia 6 de junho de 2023.
No total, a atualização incluiu 169 novos nomes em todo o Brasil, representando um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desses, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Entre os novos nomes estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD.
Com a atualização, o total de empregadores listados chega a cerca de 613. Para que alguém seja incluído na ‘lista suja’, auditores-fiscais do trabalho realizam ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de várias forças policiais. Quando são encontrados trabalhadores em condições análogas à escravidão, um auto de infração é lavrado, gerando um processo administrativo.
As pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na ‘lista suja’ após a conclusão do processo administrativo, com decisão sem possibilidade de recurso. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020, onde o denunciante não precisa se identificar.

