A Rússia e a China vetaram, nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas que exigia o desbloqueio do Estreito de Ormuz e promovia a escolta de navios.
O projeto de resolução, elaborado pelo Bahrein e apoiado pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos, recebeu 11 votos a favor, dois contra e duas abstenções. A votação ocorreu horas antes do prazo estipulado pelo presidente americano, Donald Trump, que ameaçou destruir o Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto.
Teerã impôs um controle rigoroso sobre o estreito, que é uma rota vital para 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, em resposta a ataques dos Estados Unidos e Israel que desencadearam um conflito na região há um mês.
O Bahrein, membro não permanente do Conselho de Segurança, apresentou há duas semanas uma proposta que concedia um mandato claro da ONU a qualquer Estado ou coalizão que quisesse usar a força para liberar a via marítima.
““Não podemos aceitar que o terrorismo econômico afete nossa região e o mundo; o planeta inteiro está sendo afetado pelos acontecimentos”, disse o embaixador do Bahrein nas Nações Unidas, Jamal Alrowaiei.”
A proposta, em sua sexta versão, permitia que os Estados-membros usassem “todos os meios defensivos necessários” para garantir a passagem no estreito e impedir obstruções à navegação internacional.
A medida teria validade de pelo menos seis meses, mas foi adiada várias vezes devido a objeções de membros permanentes, culminando no veto russo e chinês.
““Autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força”, afirmou o embaixador chinês Fu Cong.”

