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Leitura: Demanda por proteínas impulsiona mercado de ração no Brasil
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Agro

Demanda por proteínas impulsiona mercado de ração no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de abril de 2026 05:41
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A produção de ração no Brasil cresceu 2,8% em 2025, alcançando 89,9 milhões de toneladas. O país é o terceiro maior produtor mundial, atrás da China e dos Estados Unidos. O crescimento brasileiro ficou próximo da média global de 2,9%.

Segundo o relatório anual Agri-Food Outlook 2026, divulgado pela Alltech, foram produzidas 1,4 bilhão de toneladas de ração no mundo em 2025. Os dez maiores produtores globais foram responsáveis por 65,2% do total. A China lidera com 330,063 milhões de toneladas e um aumento de 4,8% em 2025. Os Estados Unidos, por sua vez, registraram uma retração de 0,8%, com 267,383 milhões de toneladas produzidas.

A Índia ocupa a quarta posição, com uma produção de 57,729 milhões de toneladas e um crescimento de 4,5% em 2025. Os dados da 15ª edição da pesquisa indicam que a expansão da indústria de rações no Brasil é impulsionada pelo aumento das exportações e pela crescente demanda por proteínas de qualidade, uma tendência global.

O setor de aquicultura teve o maior incremento na demanda por ração, com um aumento de 8,9%, refletindo o avanço na produção de peixes cultivados, como a tilápia. O aumento nos preços da carne bovina e suína no varejo também favoreceu a competitividade dos peixes cultivados no mercado interno.

No segmento de bovinos de corte, a produção de ração subiu 7,1%, apoiada por margens melhores para o confinamento e custos mais baixos da ração. A procura por animais mais jovens para o abate, como exigido pela China, incentiva a terminação intensiva com uso de ração na reta final da criação.

Para os bovinos de leite, o volume de ração avançou 2,8%, impulsionado por um aumento de 10% na aquisição de leite cru e preços mais estáveis para os produtores no último trimestre do ano, o que incentivou a expansão do rebanho.

A produção de ração para frangos de corte aumentou 2,7%, atingindo níveis recordes, sustentada pelo robusto consumo doméstico de 47,8 quilos de frango per capita por ano e pelas exportações estáveis, apesar das interrupções comerciais relacionadas à gripe aviária.

Por fim, a demanda por ração para suínos cresceu 1,9%, acompanhando volumes maiores de abates e crescimento das exportações. Também houve incremento na produção de ração para aves de postura (2,4%), pets (0,7%) e equinos (0,3%). O levantamento serve como um termômetro para o setor, destacando as principais tendências entre setores produtivos, desafios regionais e oportunidades de crescimento.

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