Nesta terça-feira (7), é celebrado o Dia Nacional do Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data visa evidenciar o problema social e reforçar a importância de discutir a saúde mental de jovens na fase escolar.
A educadora e psicanalista Celina Fernandes explicou como identificar sinais de bullying em crianças e adolescentes. Ela destacou que o bullying é uma violência sistemática que afeta principalmente adolescentes e que nenhuma instituição está livre desse problema.
““Nenhuma escola hoje em dia está livre de vivenciar situações de bullying. É triste dizer isso, mas é uma verdade”, afirmou Celina.”
A especialista completou que esses cenários nocivos estão amplamente relacionados às dinâmicas presentes nas relações entre os estudantes. Observar mudanças no comportamento das crianças é a principal forma de identificar possíveis vítimas de violências verbais e físicas.
Celina aconselhou os pais a procurarem a escola quando notarem essas alterações.
““Acho que o mais essencial é perceber se houve alguma mudança de comportamento. Se a criança tem algum problema ao dormir, se ela não quer ir para a escola, se ela deixa de comer como comia regularmente”, explicou a educadora.”
Ela ressaltou que os traumas causados pelo bullying podem durar até a vida adulta. A implementação de uma data anual para disseminar informações sobre o problema reforça que o bullying pode causar traumas significativos.
““Já tivemos vivências com estudantes que manifestavam os traumas em relação às situações que eles tinham vivenciado. É muito difícil nós, apenas na escola, oferecermos todos os recursos para que a criança possa se sentir melhor ao longo do processo e inclusive lidar com isso na sua vida adulta”, relatou.”
A psicanalista defendeu que, além do desenvolvimento intelectual, as escolas devem priorizar a autonomia moral dos estudantes.
““O que importa efetivamente é o fortalecimento daquela criança que eventualmente é agredida, para que ela possa responder para aquele que a agride”, concluiu.”
Celina ainda destacou a importância das escolas promoverem ações que discutam a problemática e apontem formas de os alunos conseguirem pedir ajuda aos responsáveis.

