O diretor interino da Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), Todd Lyons, deixará o governo federal no final de maio. A informação foi divulgada pela Casa Branca nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.
O último dia de Lyons na agência será 31 de maio. Ele passará a atuar no setor privado, conforme comunicado do secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin.
Lyons esteve no centro da repressão à imigração promovida pelo presidente Donald Trump. Organizações de direitos humanos afirmam que as ações do ICE, que faz parte do Departamento de Segurança Interna (DHS), violaram direitos à liberdade de expressão e ao devido processo legal.
Recentemente, o assassinato a tiros de dois cidadãos americanos, Alex Pretti e Renee Good, pelo ICE em Minnesota, gerou protestos em todo o país. Especialistas em direitos humanos afirmaram que as ações da agência criaram um ambiente inseguro, especialmente para minorias.
Trump defende que a repressão à imigração é necessária para melhorar a segurança interna e conter a imigração ilegal. O DHS está paralisado há mais de dois meses devido à falta de acordo entre legisladores sobre financiamento da agência.
Na quinta-feira, promotores de Minnesota acusaram um agente do ICE de agressão por supostamente apontar sua arma para pessoas em um carro em uma rodovia de Minneapolis, em fevereiro. Essas foram as primeiras acusações contra um agente do ICE relacionadas à repressão à imigração promovida pelo governo Trump em Minnesota neste ano.
Antes de assumir como chefe interino do ICE em março de 2025, Lyons ocupou o cargo de diretor executivo associado da diretoria de Operações de Execução e Remoção da agência, onde liderou esforços para prender e deportar imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA.
Mullin elogiou Lyons como “um grande líder”. Em outra notícia, a mídia americana informou que Trump planeja nomear Cameron Hamilton para liderar a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), que também faz parte do DHS.

