Os Estados Unidos realizaram ataques nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, contra a Ilha de Kharg, considerada o principal centro de exportação de petróleo do Irã. O vice-presidente americano, J.D. Vance, afirmou que os bombardeios tiveram como alvo apenas estruturas militares, excluindo o complexo petrolífero.
A agência de notícias estatal iraniana Mehr reportou que ‘o inimigo americano-sionista lançou diversos ataques contra a ilha de Kharg, e várias explosões foram ouvidas no local’. O site americano Axios, que consultou funcionários do governo dos EUA, confirmou que os ataques visaram ‘alvos militares’.
Durante um discurso em Budapeste, Vance declarou: ‘Íamos atacar alguns alvos militares na Ilha de Kharg, e acredito que o fizemos’. Ele também mencionou que não haveria ataques contra estruturas ligadas ao complexo energético do Irã até a noite desta terça-feira, às 21h00 em Brasília, prazo estabelecido por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Trump advertiu que, caso o prazo não fosse cumprido, o país enfrentaria ‘um inferno’, com bombardeios a usinas elétricas e pontes. Ele reforçou a gravidade da situação, afirmando que ‘uma civilização inteira morrerá esta noite’ se o ultimato for ignorado.
Vance acrescentou: ‘Não vamos atacar alvos de energia e infraestrutura até que os iranianos apresentem uma proposta que possamos apoiar, ou não apresentem proposta alguma’. Ele ainda destacou que os ataques à Ilha de Kharg não representam uma mudança de estratégia por parte do presidente dos Estados Unidos.
Fontes da imprensa americana indicam que Washington está considerando planos para ocupar ou bloquear a Ilha de Kharg, visando forçar as forças iranianas a reabrirem o Estreito de Ormuz, cuja obstrução causou instabilidades nos mercados globais de energia. A ilha, com apenas 20 km², é responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, sendo descrita por Trump como ‘a joia da coroa’ da indústria local.
A dependência do Irã em relação à receita de combustíveis fósseis torna a perda de um ativo estratégico como Kharg um golpe significativo. Qualquer tentativa de ocupação deve enfrentar resistência intensa, com o risco de expor as forças americanas a ataques com drones e foguetes iranianos em um espaço geográfico restrito, o que poderia aumentar as baixas dos EUA, atualmente limitadas a 13.
Além disso, essa situação pode provocar mais um choque no mercado de energia e a possibilidade de uma ocupação sem prazo definido. Nas últimas semanas, o Pentágono enviou cerca de 2.200 fuzileiros navais para a região, após Trump ter ordenado um primeiro ataque contra instalações militares em Kharg no final de março. Também foram despachados 2 mil paraquedistas treinados em infiltração e resposta rápida para o Oriente Médio, aumentando as chances de uma operação de invasão à ilha.

