A greve dos motoristas de transporte coletivo em Divinópolis foi encerrada no sábado, 18 de abril de 2026, após negociações entre trabalhadores, sindicato e a empresa concessionária.
A paralisação teve início na manhã de sexta-feira, 17 de abril, e durou pouco mais de 24 horas, afetando cerca de 70 mil usuários, conforme informações da prefeitura.
O fim do movimento ocorreu após a apresentação e aprovação de uma nova proposta em assembleia. A prefeita Janete Aparecida informou que, com a normalização do serviço, as medidas de transporte alternativo foram suspensas.
““Como o transporte está normalizado, não há mais necessidade das vans emergenciais. Esse tipo de medida só tem validade durante a crise”,”
explicou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Divinópolis, Erivaldo Adami, destacou que a decisão foi fruto de horas de negociação. Entre os pontos acordados estão: reajuste salarial de 6%, passando de R$ 3 mil para R$ 3.180; aumento no vale-alimentação, de R$ 700 para R$ 830; e elevação do adicional pago aos motoristas que acumulam a função de cobrança, de R$ 450 para R$ 477. O pagamento retroativo das diferenças ocorrerá nos próximos meses.
Apesar das conquistas, o sindicato reconheceu que não houve ganho real significativo nos salários, mas considerou o acordo viável.
““O trabalhador entendeu que era o momento de encerrar a greve e evitar mais prejuízos”,”
afirmou Adami.
Durante as negociações, foi confirmado o reajuste da tarifa, que foi anunciado na sexta-feira, 17 de abril, após um decreto da prefeitura. A passagem passará de R$ 4,15 para R$ 6,00 no pagamento em dinheiro, um aumento de 44,5%, e para R$ 5,50 no cartão Divpass, alta de 32,5%. Os novos valores entrarão em vigor no dia 1º de maio.
A prefeita afirmou que o novo valor permitirá maior cobrança por melhorias no serviço.
““Agora posso exigir mais da empresa, principalmente em relação aos horários e à qualidade dos ônibus”,”
disse.
A greve teve início após impasse nas negociações trabalhistas e interrompeu a circulação de ônibus na cidade, afetando trabalhadores, estudantes e serviços essenciais. A frota chegou a operar com 20% e, ao final do dia, a Justiça determinou que 60% dos ônibus deveriam estar em circulação.
Com o fim da greve, o transporte coletivo volta a operar normalmente em Divinópolis.

