Uma autoridade sênior do Irã afirmou nesta terça-feira (7) que, caso os Estados Unidos ataquem as usinas de energia do país, “toda a região e a Arábia Saudita mergulharão na escuridão total”.
A fonte, que preferiu permanecer anônima, declarou que o Catar transmitiu a mensagem de Teerã aos EUA e aos países da região, avisando que, se Washington atacar as usinas nucleares do Irã, as consequências serão severas.
O alerta inclui a possibilidade de que, se a situação se agravar, os aliados do Irã também fechem o Estreito de Bab el-Mandeb.
““Não há negociações com os EUA, que querem que o Irã se renda sob pressão”, expressou a fonte.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo final para que o Irã chegue a um acordo e abra o Estreito de Ormuz. O prazo é para as 20h (horário do leste dos EUA) desta terça-feira (7), que corresponde às 21h em Brasília e 3h30 da manhã de quarta-feira (8) em Teerã.
Trump havia publicado no domingo (5) uma mensagem em sua rede social, renovando as ameaças de bombardear infraestruturas iranianas caso o Irã não abra o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio global de energia.
““Quero dizer, demolição completa até meia-noite”, disse Trump sobre as usinas de energia do Irã.”
A ameaça de bombardear infraestrutura civil crítica, como usinas de energia e estações de tratamento de água, levanta questões sobre possíveis crimes de guerra, uma vez que tais alvos são protegidos pelas Convenções de Genebra.
Trump minimizou preocupações de outros países sobre os ataques, afirmando que os EUA “sempre” seguirão o direito internacional e que o verdadeiro crime de guerra seria permitir que o Irã tivesse uma arma nuclear.
Teerã já acusou os EUA e Israel de ataques a sua infraestrutura civil, incluindo bombardeios recentes na ponte B1 e na usina nuclear de Bushehr.
As negociações entre Irã e EUA, mediadas por países como Paquistão, Egito e Turquia, enfrentaram obstáculos, com a rejeição de uma proposta de cessar-fogo de 45 dias e reabertura do Estreito de Ormuz.
““Uma pausa nos combates permitiria que os adversários se preparassem para a continuação do conflito”, afirmou o Irã.”

