O Irã autorizou neste sábado, 4 de abril de 2026, a passagem de navios que transportam bens essenciais e ajuda humanitária para seus portos através do Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pela agência estatal iraniana Tasnim.
O Ministério da Agricultura iraniano informou que a medida visa permitir o trânsito de embarcações que se dirigem aos portos iranianos ou que já estão em operação dentro de suas águas. A autorização foi comunicada em uma carta que estabelece que as embarcações devem coordenar a travessia com as autoridades iranianas e seguir protocolos específicos, incluindo para aquelas que já se encontram em trânsito no Golfo de Omã.
A decisão do Irã ocorre em um contexto de pressão, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um ultimato ao país para reabrir o Estreito de Ormuz. Em suas redes sociais, Trump afirmou: “Vocês lembram quando eu dei dez dias ao Irã para fechar um acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz? O tempo está acabando – 48 horas antes de o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus”.
Embora a autorização represente uma flexibilização pontual, não significa a reabertura completa da rota pelo Estreito de Ormuz. Desde o início da guerra entre o Irã e as forças armadas dos Estados Unidos e de Israel, há fortes restrições para o tráfego marítimo na região.
O bloqueio do Estreito de Ormuz foi anunciado pelo Irã no final de fevereiro, no início do conflito. Desde então, o país tem enfrentado ataques aéreos, resultando na destruição de sua frota naval e de parte significativa de sua infraestrutura terrestre.
Na próxima semana, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá para discutir o uso da força no Estreito de Ormuz. Uma resolução apresentada pelo Barein, que visa proteger a navegação comercial na região, estará em votação.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% da produção de petróleo comercializado no mundo. As restrições de navegação na área têm contribuído para o aumento dos preços do petróleo e pressionado os custos de mercadorias globalmente.

