O Irã suspendeu toda a movimentação ferroviária de e para a estação de Mashhad, no nordeste do país, após um alerta emitido por Israel. A informação foi divulgada pela agência semi-oficial Fars.
O alerta israelense pede que os iranianos evitem trens e se mantenham afastados das linhas férreas pelas próximas 12 horas. O governador da cidade afirmou à Fars que a suspensão das partidas é uma medida de precaução diante de um possível ataque.
““Após um alerta do regime sionista sobre riscos ao sistema ferroviário, todas as partidas de trem da estação de Mashhad estão suspensas até novo aviso”,”
disse ele.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) também emitiram um comunicado nesta terça-feira (7), alertando:
““Sua presença em trens e perto das linhas férreas coloca sua vida em risco.””
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades iranianas de alto escalão também foram mortas.
Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e outros alvos militares. Em resposta, o Irã realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas acreditam que ele não fará mudanças estruturais e representará a continuidade da repressão. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

