O Kremlin anunciou nesta terça-feira (7) que há um grande número de solicitações de energia russa de diversas regiões, em meio à crise energética global provocada pela guerra no Oriente Médio.
A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã resultou em uma crise de energia para a economia global, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Essa situação ocorre enquanto consumidores europeus tentam reduzir a dependência da energia russa, buscando punir Moscou pela guerra com a Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu que os clientes europeus acelerem a mudança de suprimentos, caso não queiram a energia russa.
““Agora que o mundo embarcou em uma crise econômica e energética bastante séria, que cresce a cada dia, o mercado e as condições de mercado no campo da energia e dos recursos energéticos mudaram completamente”,”
declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres. Ele acrescentou:
““Há um grande número de solicitações para a compra de nossos recursos energéticos de fontes alternativas. Estamos negociando, estamos negociando de forma que essa situação atenda melhor aos nossos interesses.””
A Rússia, que é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, produz cerca de 10 milhões de barris de petróleo bruto por dia, dos quais aproximadamente metade é exportada. O país também possui as maiores reservas de gás natural do mundo.
No entanto, a Rússia pode ter que reduzir a produção de petróleo devido a ataques ucranianos em portos, oleodutos e refinarias, que diminuíram a capacidade de exportação em 1 milhão de barris por dia, ou um quinto da capacidade total, conforme relatado por agências internacionais na semana passada.
Países asiáticos, como Vietnã, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Sri Lanka, estão buscando adquirir petróleo russo, uma vez que a guerra no Oriente Médio bloqueia o fornecimento, aumentando a possibilidade de que a demanda exceda a oferta.

