Os militares americanos apresentaram um plano a Donald Trump para retirar urânio enriquecido do Irã, que estaria escondido sob toneladas de pedras. A operação incluiria um número não revelado de tropas em terra, equipamentos pesados como escavadeiras e a construção de uma pista de pouso para aeronaves pesadas.
O resgate do segundo tripulante do F-15 americano, após 36 horas, pode ter incentivado esses planos audaciosos. Embora os planos sejam teóricos, todos os organismos armados devem se preparar para contingências. A recuperação de mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido daria um pretexto para Trump encerrar os serviços.
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que mais da metade do urânio está escondida em túneis a mais de cem metros de profundidade nas instalações nucleares de Isfahan. O restante estaria nas instalações de Natanz e em outros possíveis esconderijos.
Em junho do ano passado, antes de ataques limitados de Israel e Estados Unidos, uma imagem de satélite mostrou um caminhão transportando cilindros azuis para Isfahan. A hipótese levantada é que esses depósitos possam ter sido bombardeados, soterrando o material físsil, ou que estejam protegidos por camadas que não foram alcançadas pelas bombas fura-bunker.
A operação seria gigantesca e envolveria um alto risco, já que a maioria dos americanos não deseja o envolvimento de tropas em operações terrestres. Contudo, 54% da população gostaria que o urânio fosse recuperado, como garantia de que não seriam necessárias mais campanhas militares.
A hipótese mais citada é que tropas da 82ª divisão aerotransportada e dos Rangers desembarcariam de helicóptero para estabelecer um perímetro de segurança, preparando o caminho para outras tropas e equipes encarregadas de abrir uma pista para aeronaves de grande porte. Todos os envolvidos usariam roupas com proteção especial.
Na prática, a operação se assemelharia à montagem de uma base em território inimigo, que precisaria ser mantida em operação durante dias ou semanas, enfrentando fogo inimigo. O resgate do segundo tripulante do F-15 já demonstrou os riscos, com dois aviões que pousaram mal e tiveram que ser destruídos, aumentando o tempo da operação.
A decisão final sobre a operação cabe a Donald Trump, que enfrenta uma aprovação média abaixo de 40% à guerra e precisa de uma ação dramática para encerrá-la. A situação permanece indefinida.

