Uma mulher de 38 anos registrou um boletim de ocorrência após um motoboy desaparecer com um videogame que deveria ser entregue por aplicativo em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O incidente ocorreu na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
A vítima estava na casa da irmã, no bairro Jardim Europa, quando solicitou a entrega do aparelho para a zona rural, onde reside. O marido aguardava a chegada do produto, mas o videogame não foi entregue.
A empresa 99 informou que bloqueou o motociclista da plataforma e lamentou o ocorrido. A Polícia Militar registrou o caso como furto consumado e está em busca do entregador e do videogame. Imagens de câmeras de monitoramento mostram a mulher e sua mãe no momento em que entregam o videogame ao motoboy.
Por volta das 14h, o motoboy chegou ao endereço para buscar a encomenda. Ele desceu da moto e mexeu na parte de trás do veículo. Após alguns instantes, subiu novamente na moto e pegou a encomenda, que estava em uma sacola plástica vermelha. O homem teve dificuldade para transportá-la, e a mãe da vítima voltou à casa para pegar uma bolsa para facilitar o transporte.
O entregador colocou a encomenda dentro da bolsa e saiu. Segundo a mulher, ele não apresentou comportamento suspeito e foi educado. No entanto, durante o trajeto, o motoboy não respondeu às mensagens da mulher, que ficou preocupada e enviou várias perguntas sobre o endereço e a chegada do produto.
Após cerca de duas horas sem atualização da localização e sem resposta, o aplicativo indicou que a corrida havia sido cancelada pelo entregador. A mulher expressou sua indignação: “Esperança a gente tem de que o videogame seja devolvido. Eu queria pelo menos o ressarcimento do aparelho. O videogame é do meu marido e do meu filho.”
A empresa 99 lamentou a experiência e informou que uma equipe especializada está em contato com a usuária para prestar suporte. A mulher relatou que, após o primeiro contato com a empresa, recebeu apenas a informação de que as medidas cabíveis haviam sido tomadas, sem detalhes sobre o paradeiro do entregador ou ressarcimento.
O prejuízo da mulher ultrapassa R$ 1,7 mil, além dos R$ 40 pagos pela corrida não concluída. Após novos questionamentos, a empresa afirmou que o seguro da plataforma cobre apenas incidentes em corridas intermediadas pelo aplicativo e não inclui danos a bens físicos, como o videogame. A empresa também destacou que o caso não se enquadra nos critérios da cobertura.
A mulher se mostrou insatisfeita com a resposta da empresa e afirmou: “É injusto esse tipo de resposta. O que estão fazendo é errado. Vou continuar insistindo até que isso seja resolvido.” A Polícia Civil informou que a vítima precisa se apresentar à delegacia para a abertura do inquérito.

