Um novo vídeo registrou a explosão após a queda de um avião sobre um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na sexta-feira, 3 de abril de 2026. Todas as quatro pessoas a bordo da aeronave morreram.
As imagens, captadas pela câmera de segurança de um comércio local e confirmadas pela Polícia Civil, mostram o monomotor em baixa altitude antes de atingir o restaurante, resultando em uma grande bola de fogo. Duas pessoas que estavam nas proximidades se distanciaram rapidamente.
As vítimas foram identificadas como o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
O avião, de matrícula PS-RBK, decolou de Itápolis, em São Paulo, com destino ao Rio Grande do Sul, fazendo uma escala em Forquilhinha, Santa Catarina, para abastecimento. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave estava em ‘situação normal’ de aeronavegabilidade, sendo fabricada em 1999, com capacidade para seis assentos e peso máximo de 1.970 quilos para decolagem. O modelo não possui obrigatoriedade de caixa-preta e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade era válido até 30 de maio de 2026.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades. Como não há sobreviventes, a investigação ouvirá familiares das vítimas, testemunhas e pessoas ligadas à empresa proprietária do avião. O delegado Swirski explicou que a prioridade é a apuração técnica do evento, que indicará as causas do acidente.
Paralelamente, a Aeronáutica conduz uma investigação técnica através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que examina fatores humanos, materiais e operacionais que possam ter contribuído para a queda. O coronel da reserva da Brigada Militar, Vanius Cesar Santarosa, destacou que a investigação tem caráter preventivo.
Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionados para analisar os destroços do avião. A Força Aérea Brasileira informou que, durante a primeira fase da investigação, serão analisados documentos, registros, condições meteorológicas e tráfego aéreo, além de entrevistas e outros levantamentos.
Um relatório preliminar deve ser divulgado pelo Cenipa em 30 dias, mas a conclusão dos trabalhos não tem prazo definido.

