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Política

Péter Magyar desbanca Viktor Orbán nas eleições parlamentares da Hungria

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de abril de 2026 19:13
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Após 16 anos no poder, o domínio do primeiro-ministro Viktor Orbán e de seu partido, Fidesz, sobre a Hungria chegou ao fim no domingo, 12 de abril de 2026, com o resultado das eleições parlamentares. O Tisza, jovem partido de oposição, conquistou 138 cadeiras no Parlamento, marcando uma virada histórica que alça seu líder, Péter Magyar, à liderança nacional.

Segundo análise da AtlasIntel, instituto que apresentou erro médio de apenas 0,33 pontos percentuais na última pesquisa antes do pleito, a vitória de Magyar reflete o descontentamento público com o establishment e percepções de estagnação econômica. Na pesquisa mais recente da AtlasIntel, cerca de 53% dos húngaros avaliavam a economia nacional de forma negativa, enquanto “inflação / custo de vida” figurava como o principal fator de decisão do voto. No ano anterior, a economia húngara não cresceu mais do que 0,4%, 3 pontos a menos que em nações vizinhas, e os serviços públicos, especialmente a saúde, estão em colapso.

Nesse contexto, o Tisza consolidou vantagem ao estruturar sua campanha em torno da retomada do crescimento econômico no curto prazo. O partido também superava o Fidesz em 10 dos 13 temas avaliados, com destaque para saúde (+19 p.p.), proteção da democracia (+16 p.p.) e combate à corrupção (+20 p.p.). “O posicionamento de Magyar no espectro de centro-direita permitiu a unificação do voto de oposição, ao mesmo tempo em que promoveu a erosão do apoio entre eleitores do Fidesz insatisfeitos”, avaliou o instituto.

Péter Magyar, 45 anos, foi por muito tempo um admirador de Orbán. Crescendo em uma Hungria que se reestruturava após o colapso da União Soviética, Magyar decorou as paredes de seu quarto com figuras políticas da época, incluindo Orbán, visto como um herói do movimento pró-democracia. “Havia uma onda de energia em torno da mudança de regime que me contagiou quando era criança”, disse Magyar ao podcast Fokuszcsoport no ano passado.

Filho de uma juíza de alto escalão no judiciário húngaro, Magyar se tornou político e integrante do Fidesz, atuando como diplomata em Bruxelas e ocupando cargos de destaque em agências estatais. Ele só chamou a atenção do público pela primeira vez em 2024, quando rompeu publicamente com o Fidesz após a revelação de que o diretor de um orfanato condenado por acobertar abusos sexuais havia sido perdoado pelo governo. O episódio, que envolveu sua ex-esposa e então ministra da Justiça, Judit Varga, foi um ponto de ruptura para Magyar, que passou a criticar duramente o governo.

A internet potencializou a voz de Magyar, colocando-o como uma alternativa real a Orbán. Sua saída do Fidesz foi anunciada em uma entrevista a um canal do YouTube, repleta de críticas ao funcionamento interno da administração, e as imagens viralizaram, projetando seu nome como peça importante no tabuleiro político da Hungria. Na sequência, Magyar assumiu rapidamente o comando do Tisza e iniciou uma extensa campanha por todas as regiões da Hungria, construindo uma base de apoio fora das metrópoles.

Ele ganhou impulso com um forte discurso anticorrupção e no apelo pelo destravamento de recursos bloqueados pela União Europeia devido a preocupações com o estado de direito no país. A vitória do Tisza nas eleições de 2026 marca a primeira derrota do Fidesz de Orbán desde 2010, encerrando um ciclo de quatro mandatos consecutivos do premiê.

Definindo-se como um candidato de centro-direita, Magyar é um crítico da aproximação de Budapeste com a Rússia e se comprometeu a rever posições tidas como problemáticas pela União Europeia. Franco favorito para se tornar o novo primeiro-ministro do país, Magyar deverá restaurar mecanismos de controle e equilíbrio democráticos que haviam sido deteriorados por Orbán e reparar suas relações históricas com Bruxelas, abdicando da postura húngara de vetar ações vitais no Conselho Europeu. No entanto, ele pode manter ou intensificar a política de seu antecessor em áreas como imigração e políticas LGBT+.

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