Autoridades da Flórida prenderam quatro pessoas suspeitas de liderar um esquema de fraude imigratória, focado em brasileiros sem documentação que buscavam regularizar sua situação nos Estados Unidos.
O xerife John Mina informou que o grupo operava por meio da empresa Legacy Immigra, que se apresentava como uma agência de serviços de imigração, prometendo assistência em pedidos de regularização e asilo. Acredita-se que o grupo tenha arrecadado mais de US$ 20 milhões (cerca de R$ 99,5 milhões) em três anos, explorando centenas de vítimas.
““Eles basicamente ficaram ricos através de um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”, disse o xerife. “E a maioria de seus clientes, a maioria dos quais são cidadãos brasileiros, não chegou perto de realizar seus sonhos de se tornarem americanos”, acrescentou.”
Os presos são Ronaldo de Campos, Lucas Trindade Silva e o casal Vagner Soares de Almeida e Juliana Colucci, apontados como líderes da operação. Todos são brasileiros e vão responder por organização criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
As detenções ocorreram no condado de Orange e fazem parte de uma investigação que envolve autoridades locais e o Departamento de Segurança Interna. A polícia acredita que o número de pessoas envolvidas no esquema seja ainda maior.
O xerife também destacou que, após os primeiros pagamentos, os suspeitos ampliavam o controle sobre as vítimas, criando contas de e-mail em nome delas sem autorização e retendo documentos, que só seriam devolvidos mediante novos pagamentos. O esquema explorava o medo de deportação para pressionar os imigrantes.
Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos variando entre US$ 2.500 e US$ 26 mil. As investigações começaram após denúncias encaminhadas pela Ordem dos Advogados da Flórida. O grupo alegava falsamente atuar como advogados especializados.


