O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que ‘uma civilização inteira morrerá esta noite’, gerando reações no Irã, na ONU e no Partido Democrata. A afirmação foi feita em meio a tensões entre os países e um ultimato dado a Teerã.
Trump expressou que não deseja que isso aconteça, mas acredita que é provável. Ele criticou o regime iraniano, que está no poder há 47 anos, e afirmou: ‘Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?’
“‘Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!'”
Em um pronunciamento anterior, Trump já havia afirmado que ‘o país inteiro pode ser eliminado em uma noite’. Ele reiterou a ameaça em uma entrevista ao canal de TV Fox News, mencionando um horário-limite para Teerã fechar um acordo.
O Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio de petróleo, está sob tensão, especialmente após bombardeios realizados por EUA e Israel em 28 de fevereiro. O prazo dado por Trump para a reabertura do estreito termina nesta terça-feira às 21h, no horário de Brasília.
O Irã, por sua vez, pediu à população que formasse correntes humanas para proteger usinas de energia e pontes, em resposta às ameaças de Trump. Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, convocou jovens e estudantes para essa ação.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão ‘prontos para se sacrificar’ pelo país, com mais de 14 milhões de pessoas se oferecendo para lutar. No entanto, a população total do Irã é de mais de 90 milhões.
“‘Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura’, disse um jovem em Teerã, refletindo sobre a situação desesperadora.”
As negociações entre Irã e Estados Unidos não avançaram, com ambos os lados rejeitando um plano de cessar-fogo proposto pelo Paquistão. O Irã apresentou uma contraproposta, mas Trump a considerou insuficiente.

