Uma advogada foi presa na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil. A ação investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou no bloqueio de R$ 27 milhões em bens da suspeita.
A investigação aponta que recursos da facção criminosa foram repassados à advogada por meio de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, considerada braço financeiro do PCC. A operação também teve como alvo o líder da facção, além de familiares e operadores financeiros ligados ao grupo.
Em setembro de 2024, a advogada já havia sido presa em Pernambuco por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e jogos ilegais, quando a Justiça bloqueou mais de R$ 2,1 bilhões em ativos dos investigados. Após a prisão, houve disputa judicial entre ela e o delegado responsável pela investigação, que move ação por danos morais.
Nos últimos anos, a advogada ganhou notoriedade como influenciadora digital, associando sua imagem a uma rotina de ostentação nas redes sociais, com viagens, joias, carros e imóveis de luxo.


