Uma advogada e influenciadora foi presa na quinta-feira durante a Operação Vérnix, em São Paulo, sob suspeita de ocultar recursos ilícitos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores vinculados à investigada.
A investigação aponta que a estrutura empresarial da influenciadora foi usada para movimentar dinheiro ilícito do PCC entre 2018 e 2021, com depósitos fracionados que somam mais de R$ 1 milhão, prática conhecida como smurfing. Empresas ligadas a ela receberam cerca de R$ 716 mil sem comprovação documental.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, negou o pedido de liberdade da defesa, mantendo a prisão preventiva. As apurações indicam conexão entre o esquema financeiro e familiares do líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.
Uma transportadora do interior paulista, a Lado a Lado Transportes, movimentou mais de R$ 20 milhões em três anos, com indícios de lavagem de dinheiro. A ex-funcionária da influenciadora denunciou ameaças e acusações relacionadas ao desaparecimento de R$ 80 mil, negando envolvimento e movendo ações judiciais contra a investigada.


