O governo da Alemanha propõe aumentar a contribuição para o seguro de cuidados de pessoas sem filhos de 4,2% para 4,3%, segundo documento interno do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (26). A medida visa enfrentar o déficit projetado de 22,5 bilhões de euros até 2028, causado pelo envelhecimento da população.
A contribuição para o seguro de cuidados, pago por quase 90% da população coberta pelo seguro público de saúde, é atualmente de 4,2% para pessoas sem filhos, incluindo uma taxa-base de 3,6% e um adicional de 0,6%. Para quem tem filhos, a alíquota varia entre 3,1% e 3,6%, conforme o número de filhos.
O envelhecimento populacional pressiona o sistema, com 20% dos habitantes com 67 anos ou mais, percentual que deve crescer. O Ministério da Saúde projeta um déficit de 22,5 bilhões de euros até 2028 no caixa do seguro de cuidados.
Partidos da coalizão governista, como CDU, SPD e CSU, apoiam a proposta de aumento. O especialista do SPD Christos Pantazis afirmou que é legítimo discutir contribuições maiores para pessoas sem filhos, mas ressaltou que isso não substitui uma reforma estrutural ampla.
Por outro lado, os partidos Verdes e A Esquerda criticam a medida como insuficiente e defendem reformas mais abrangentes. Especialistas e associações alertam que o aumento de 0,1% terá efeito financeiro pequeno e não resolverá o rombo. O Ministério da Saúde adiou para julho a apresentação do projeto de lei que deve incluir redução de subsídios para internação em lares de idosos.


