A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (18) o uso do medicamento Nucala (mepolizumabe) para tratar adultos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) não controlada associada à inflamação tipo 2.
A decisão regulatória foi baseada no estudo internacional de fase III MATINEE, que avaliou pacientes com DPOC e níveis elevados de eosinófilos no sangue, indicador de inflamação tipo 2. O estudo demonstrou redução estatisticamente significativa das exacerbações moderadas e graves, além da diminuição de hospitalizações e atendimentos de emergência.
O Nucala é indicado para pacientes que continuam apresentando crises respiratórias mesmo em uso da terapia tripla inalatória, que combina corticosteroide inalatório, broncodilatador beta-agonista de longa duração e antagonista muscarínico de longa duração. O medicamento atua bloqueando a interleucina-5, reduzindo os eosinófilos e a inflamação associada.
“A DPOC é uma doença heterogênea, e parte importante dos pacientes apresenta inflamação tipo 2 associada a crises recorrentes e pior prognóstico. A chegada de uma terapia biológica direcionada amplia a possibilidade de tratamentos mais personalizados, baseados em biomarcadores e no perfil inflamatório do paciente”, afirmou Luciana Giangrande, diretora médica da GSK Brasil.
Olavo Corrêa, presidente da GSK Brasil, destacou que a aprovação representa um avanço para pacientes que continuam sofrendo exacerbações apesar dos tratamentos convencionais. “Nosso objetivo é contribuir para uma abordagem mais direcionada, reduzindo o impacto da doença na qualidade de vida e também no sistema de saúde”, disse.

