A destinação adequada de resíduos sólidos em aterros sanitários licenciados reduz riscos à saúde pública e ao meio ambiente, segundo especialista em engenharia e saneamento.
Marcio Andre Savi, engenheiro com experiência em saneamento básico, destaca que aterros sanitários eliminam a contaminação do solo e das águas subterrâneas causada por lixões a céu aberto, além de controlar vetores de doenças como ratos e mosquitos. Esses aterros contam com sistemas de impermeabilização, drenagem e monitoramento ambiental contínuo.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, prevê a extinção dos lixões, mas municípios menores enfrentam dificuldades financeiras, técnicas e burocráticas para cumprir essa meta. A resistência das comunidades próximas às áreas selecionadas, conhecida como NIMBY, também dificulta a implantação de novos aterros sanitários.
Municípios que investem em aterros sanitários relatam redução de doenças como dengue e leptospirose, melhora da qualidade da água e aproveitamento do biogás para geração de energia elétrica. Além disso, essas obras geram empregos formais e podem servir como locais para visitas técnicas e educativas.
Segundo Savi, o investimento em saneamento básico voltado à coleta e destinação de resíduos é fundamental para melhorar a qualidade de vida urbana e promover o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras.


