O governo brasileiro afirmou que recebeu com surpresa a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco nesta terça-feira (12). A suspensão está relacionada ao uso excessivo de antibióticos em animais, segundo a Comissão Europeia.
A decisão foi tomada pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que validou a lista de países autorizados a exportar carne para o bloco a partir de setembro. O Brasil foi excluído por não conseguir comprovar que não utiliza antibióticos em excesso na produção animal.
Apesar da suspensão, o governo brasileiro informou que as exportações seguem normalmente por enquanto. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia realizará uma reunião nesta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias para buscar esclarecimentos e tentar reverter a decisão.
O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, afirmou: “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”.
As normas europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover crescimento ou aumentar a produção, além de impedir o tratamento com medicamentos reservados para infecções humanas. Essas medidas fazem parte da política da União Europeia para combater a resistência microbiana e evitar o uso desnecessário de antibióticos.

