Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, defende nesta segunda-feira (25) o uso das Forças Armadas para combater facções criminosas na Amazônia e planeja enviar ao Congresso proposta para classificar PCC e CV como organizações terroristas.
O ex-governador de Goiás afirmou que mais da metade da Amazônia está sob domínio de facções criminosas brasileiras e estrangeiras. Ele defendeu um “combate frontal” com a Aeronáutica, Marinha e Exército para recuperar o território brasileiro.
Caiado disse que sua atuação em Goiás impediu que facções controlassem o estado e ressaltou a necessidade de “integridade moral” no combate ao crime. Ele criticou a “contaminação da economia formal” e afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi “gravemente atingido” por denúncias contra ministros, defendendo o afastamento dos investigados para responder fora da Corte.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resiste à proposta de classificar as facções como organizações terroristas, por receio de abrir brechas para atuação estrangeira e fortalecer a narrativa dos grupos criminosos.
O evento “O Brasil que Queremos”, promovido pela Amcham Brasil em São Paulo, reuniu pré-candidatos à Presidência e representantes do setor empresarial. No mesmo dia, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato Romeu Zema participou de apresentação da entidade.


