A Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (27) uma sessão rápida no plenário para cumprir prazo regimental e permitir a votação da PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial. O PL definiu orientação contrária à proposta, mas não punirá parlamentares que votarem a favor, segundo a imprensa.
O procedimento foi adotado após pedido de vista do deputado Maurício Marcon (PL-RS), que exigiu duas sessões em plenário antes da votação na comissão. A reunião da comissão especial estava marcada para as 10h30 e, se aprovada, a proposta segue para o plenário da Câmara já na quinta-feira (28).
A PEC prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O relatório do deputado Léo Prates (Republicanos-BA) estabelece transição em duas etapas: a primeira redução de duas horas ocorre 60 dias após a promulgação, e as demais duas horas, 12 meses depois. O fim da escala 6×1, com duas folgas semanais, deve ocorrer nos primeiros 60 dias.
O PT defende votação nominal na comissão para expor deputados contrários. Já o PL orienta voto contra, mas não punirá dissidentes. Três parlamentares do partido já sinalizaram apoio à proposta. O partido defende a escala 4×3 como alternativa, mas a imprensa avalia que a proposta dificilmente avançará.


