Campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro avaliam que a rejeição da delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal reduz a tensão do caso Master, mas esperam novos desdobramentos até a eleição de outubro.
Aliados da coordenação da campanha de Lula afirmam que a rejeição da delação pela Polícia Federal diminui o impacto do escândalo Master, mas o caso ainda pode tumultuar o processo eleitoral. A expectativa é que a Procuradoria-Geral da República também rejeite o acordo.
Do lado do senador Flávio Bolsonaro, interlocutores do PL avaliam que a rejeição da delação reduz o risco de escalada imediata da crise, mas mantinha apreensão pela possibilidade de novas revelações. O partido trabalha com um prazo informal de 15 dias para medir o desgaste político e avaliar a viabilidade da candidatura.
Pesquisa da Quaest divulgada em 13 de maio indicou que 46% dos entrevistados consideram que o escândalo do banco Master afetou negativamente a imagem do governo Lula, do governo Bolsonaro, do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Banco Central.
O líder do PL na Câmara afirmou que Vorcaro deve revelar tudo o que sabe e que o partido quer a verdade sobre o caso.


