A Polícia Federal obteve diálogos entre o ex-presidente do BRB e o dono do Banco Master que indicam negociações de propina em imóveis de luxo em troca de aportes de R$ 12 bilhões do banco público em carteiras fraudulentas, segundo informações enviadas ao Supremo Tribunal Federal.
As mensagens, divulgadas pela imprensa, mostram que o ex-presidente do BRB visitou um apartamento no condomínio Heritage, em São Paulo, e disse ao dono do Master que estavam ‘juntando nossas vidas’. O imóvel foi negociado por R$ 45 milhões. Segundo a investigação, seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões teriam sido usados como propina, dos quais R$ 74 milhões já teriam sido pagos.
Os diálogos indicam que, enquanto negociava os imóveis, o ex-presidente atuava para viabilizar compras de carteiras do Master pelo BRB. As carteiras apresentavam ‘graves irregularidades’ e teriam sido fabricadas artificialmente. O Master dependia dos aportes do BRB desde agosto de 2024 para cobrir necessidades de liquidez, de acordo com a PF.

