A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (12) que os casos de hantavírus dos Andes ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius subiram para 11, incluindo três mortes. O navio partiu das Ilhas Canárias, na Espanha, rumo à Holanda, com previsão de chegada até 17 de maio.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou em coletiva que todos os onze casos são de passageiros ou tripulantes do navio, sendo nove confirmados como vírus dos Andes e dois considerados prováveis. Nenhuma nova morte foi registrada desde 2 de maio. Todos os pacientes estão isolados e sob rigorosa supervisão médica.
Após o desembarque dos últimos passageiros nas Ilhas Canárias, o navio Hondius partiu na noite de 11 de maio com 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira, com previsão de chegada à Holanda até 17 de maio, conforme informou a proprietária Oceanwide Expeditions. Na madrugada de 12 de maio, dois aviões transportaram 28 passageiros e tripulantes para a Holanda, onde foram colocados em quarentena; oito são cidadãos holandeses e os demais seguirão para seus países de origem.
O surto já causou três mortes — um casal holandês e um cidadão alemão. O vírus, geralmente transmitido por roedores selvagens, pode ser transmitido entre pessoas em casos raros de contato próximo. A Espanha confirmou um paciente em quarentena com sintomas estáveis, e os Estados Unidos repatriaram 18 passageiros para quarentena, incluindo um caso com resultado levemente positivo em unidade de biocontenção em Nebraska.
O diretor-geral da OMS agradeceu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pela autorização para o desembarque dos passageiros na Espanha. Sánchez aproveitou para pedir mais financiamento para organizações internacionais. “Precisamos de cooperação internacional e que organizações como a OMS recebam os recursos necessários para realizar seu trabalho”, disse ele.

