O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, em Minas Gerais, encerrou suas atividades na segunda-feira (25) após transferir os últimos 14 pacientes para uma residência com assistência humanizada. A prefeitura destacou o fim de um capítulo doloroso da saúde mental no Brasil.
O antigo Hospital Colônia, conhecido como “Holocausto Brasileiro” devido ao livro que denuncia maus-tratos no local, teve suas portas fechadas em cerimônia simbólica com o descerramento de uma placa e colocação de cadeado. A prefeitura de Barbacena afirmou que o ato representa o compromisso com uma assistência em saúde mental baseada na dignidade, liberdade e acolhimento.
O hospital, inaugurado em 1903, foi responsável pela morte de 60 mil pessoas e pela venda de pelo menos 1.800 corpos para uso em ensino de anatomia. Durante décadas, internos sofreram tratamentos desumanos, como eletrochoques aplicados sem anestesia por funcionários não qualificados como forma de punição.
O prefeito de Barbacena, Carlos Du (PSD-MG), afirmou que o fechamento simboliza um compromisso coletivo com a liberdade, inclusão e valorização da vida humana, transformando dor em esperança e memória em aprendizado.


